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Microplásticos: o problema invisível dos oceanos

Uma vez no mar, quase todos objetos de plástico passam pelo mesmo processo: primeiro, começam a oxidar e quebrar em pedaços menores. Essa fragmentação dura anos e acaba parecendo que o plástico está “sumindo”.

É aí que mora um grande e invisível problema: acontece que esse processo de fragmentação é muito diferente de uma decomposição. Na decomposição, o plástico viraria outro material. Mas na fragmentação, ele só está quebrando em pedaços cada vez menores, e ao sumir da nossa vista parece que o problema acabou. Mas longe disso.

Os pedaços de plástico menores que 0,5mm são os chamados microplásticos. Objetos plásticos podem se tornar microplásticos após serem descartados e começarem a sofrer a degradação no ambiente – são os chamados microplásticos secundários. Mas muito dos microplásticos são primários, ou seja, já vem para o mar na forma micro! Os microplásticos são comercializados em produtos de higiene pessoal, como esfoliantes em cremes ou pastas de dente. Isso sem falar na famosa purpurina ou glitter, que é exatamente isso: plástico quebrado em partículas bem pequenas, que brilham.

Os microplásticos primários incluem também os pellets ou partículas termoplásticas: pequenas partículas de certos tipos de plástico que os grandes navios cargueiros carregam para a indústria. Essas partículas vão para fábricas onde são moldadas e usadas como matéria prima para outros objetos, mas muitas delas se perdem no transporte e na hora de carregar e descarregar esses navios, indo de encontro ao mar.

A Nature, em 2018, publicou um estudo onde, em um ano, uma região de rios no Reino Unido, sozinha, despejou no mar 43 bilhões de partículas. Trazendo uma cifra subestimada de cerca de 5 trilhões de partículas de microplástico nos oceanos. Estas são, além de abrangentes espacialmente, devido ao seu tamanho de menos de 0,5mm, persistentes no meio.

Um outro estudo, publicado em junho de 2020 na Science, mostrou que grande parte dessas pequenas partículas afundam e se juntam a correntes oceânicas profundas, formando hotspots de microplásticos onde existem até 1,9 milhão de partículas por m²!

Peixinho no meio de microplásticos 🙁

Aí temos outro problema que vem junto aos microplásticos: essas pequenas partículas tendem a acumular os chamados poluentes orgânicos persistentes ou POPs. Esses POPs incluem diversos componentes industriais, hormônios, medicamentos, cosméticos, cafeína, legal highs (como chicletes, extratos, fumos, ervas) e até drogas ilícitas que tendem a se concentrar e acumular junto aos microplásticos. Essas substâncias, em maioria sintéticas, continuam exercendo sua função química na fauna marinha, afetando os organismos.

Além de serem uma poluição invisível e que concentra outros poluentes, o maior perigo das partículas micro talvez seja o fato delas se inserirem muito facilmente na cadeia alimentar. Seu pequeno tamanho favorece com que sejam confundidas com alimento e ingeridas pelo zôoplancton: larvas de peixes, pequenos crustáceos e vermes que formam a base da cadeia alimentar marinha. Uma vez       ingeridos, os microplásticos vão percorrer toda a cadeia alimentar marinha – de micro-organismos da fauna e flora para crustáceos, peixes, baleias, tartarugas, tubarões, aves marinhas a seres humanos.

A quantidade equivalente a um cartão de crédito, ou 5g, é o que ingerimos por semana, segundo uma pesquisa da WWF em parceria com a University of Newscastle e Dalberg. Todos, inclusive a nossa espécie, é diretamente afetada. Isso mesmo: nós também estamos comendo microplásticos!

Ainda que boa parte seja excretado, não sabemos exatamente quais são seus efeitos em nossa saúde. Tá na hora de mudar, ne?

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